ELFRIEDE JELINEK
Do Texto Impotente, ao Teatro Impossível
Artur Sartori Kon (organização, apresentações, tradução e notas)
SINOPSE
Primeira seleção de peças da autora austríaca, cuja obra, apesar do prêmio Nobel de Literatura de 2004, continua pouquíssimo conhecida. ELFRIEDE JELINEK: DO TEXTO IMPOTENTE AO TEATRO IMPOSSÍVEL, traz para o leitor brasileiro um recorte representativo da seu estilo. As seis peças inéditas no Brasil, selecionadas e traduzidas, com textos de apresentação, por Artur Sartori Kon – Doença ou Mulheres Modernas; Faust(a)(Não Tá): Drama Secundário ao “Fausto Zero”; País.nas.Nuvens; As Implicantes; Rechnitz (O Anjo Exterminador); e Sem Luz –, são divididas em três partes (Problema de Gênero, Nós do Discurso e O Grande Teatro do Fim do Mundo), permitindo um mergulho na condição feminina em mundo patriarcal e consumista. Misturando vampiros e nazistas, coro, mensageiros e espíritos, Jelinek rompe com todos os paradigmas da dramaturgia e recorre em seus textos à intertextualidade com a cultura pop, a uma sintaxe inventiva e a personagens que são verdadeiras vozes representativas de forças sociais em conflito para expressar a opressão sofrida pelas mulheres na nossa sociedade misógina e autodestrutiva.
QUARTA-CAPA
Vencedora do prêmio Nobel de Literatura, Elfriede Jelinek é uma autora revoltada. Sua revolta vai além das evidentes críticas ao consumismo capitalista e ao patriarcado, assim como sua ironia vai além das palavras, alcançando a própria estrutura das suas peças. Muitas vezes ela desconstrói as palavras para assim poder construir um novo discurso. É verborrágica naquilo que a sociedade silencia, e silenciosa ali onde os dramaturgos fazem questão de se fazer presentes. Jelinek viola as regras do gênero teatral para melhor expor a violência de gênero que as mulheres sofrem em todos os lugares.
É essa a autora que o leitor encontrará nesta seleção de sua obra dramatúrgica, a primeira no Brasil, realizada por Artur Sartori Kon. As seis peças desta coletânea – Doença ou Mulheres Modernas; Faust(a)(Não Tá): Drama Secundário ao “Fausto Zero”; País.nas.Nuvens; As Implicantes; Rechnitz (O Anjo Exterminador); e Sem Luz todas inéditas em português –, são dividida em três partes, com apresentações do tradutor que contextualizam essa escrita inventiva e densa. Difícil de digerir, impossível de esquecer.
ELFRIEDE JELINEK
Romancista e autora de peças de teatro austríaca. Foi agraciada com o Nobel de Literatura de 2004. Nascida em 20 de outubro de 1946 na cidade de Murzzuschlag, na província de Styria, é filha de uma católica da alta burguesia vienense com um culto engenheiro químico judeu de origem humilde. Cresceu em Viena, cidade natal de sua mãe. Ainda na infância, Jelinek recebeu formação musical, por insistência de sua mãe. Já no ensino superior, passa a se dedicar ao teatro e à história da arte na Universidade de Viena.
Sua primeira peça, de rádio, data de 1974. Desde então, a autora não cessou a escrita de textos teatrais. São mais de trinta publicadas e encenadas, dentro e fora da Áustria. Elfriede Jelinek é a única escritora austríaca vencedora de um prêmio Nobel de Literatura. Caracterizados por um desejo experimental, uma nitidez satírica e uma franqueza intransigente, seus textos, considerados transgressores, são permeados por categorias que estão fortemente enraizadas na sociedade austríaca e representam o horror para a autora: o patriarcado, o capitalismo, o fascismo e o humanismo burguês-cristão.
TEXTOS
A Textos reúne de forma mais antológica, por meio de obras consideradas clássicas, a produção filosófica e poética de uma época (como em Teatro Espanhol do Século de Ouro e o Teatro Breve do Século de Ouro) ou a ensaística, a dramaturgia ou a obra de um autor, como a República de Platão, Almas Mortas de Gógol, os textos teatrais de Büchner e Pirandello, as crônicas de Machado de Assis, as Obras Escolhidas de Descartes e a Obra Completa de Spinoza, além do teatro de Luiz Alberto Abreu, Tatiana Belinky, Renata Palottini e Jorge Andrade, com destaque ainda à mais completa edição em português dos textos de Diderot (nove volumes).
O QUE DIZ A AUTORA
“Meus escritos limitam-se a retratar analiticamente, mas também polemicamente (sarcasticamente), os horrores da realidade. A redenção é a especialidade de outros autores, homens e mulheres. Minha escrita, meu método, é baseado na crítica, não no utopismo.”
“Penso que o isolamento é um dos maiores problemas, um obstáculo cada vez maior à solidariedade política. No passado diríamos: ao desenvolvimento da consciência de classe. A pequena burguesia da sociedade, com as suas esperanças de ascensão social e a sua apreensão de que uma queda possa ocorrer a qualquer momento (já não existem “empregos para a vida”; todos estão em risco; os empregos estão tornando-se cada vez mais inseguros; a sobrevivência de cada indivíduo tornar-se cada vez mais precária, o que não parece levar a uma maior solidariedade com outros numa situação semelhante) – tudo isto me parece muito perigoso. A erosão da solidariedade, paradoxalmente, torna uma sociedade mais susceptível à construção de coletivos substitutos e de fascismos de todos os tipos.”
POR QUE LER
1. É a primeira coletânea das obras da autora publicada em português, com seis peças completas e inéditas.
2. O livro traz textos de apresentação das peças contextualizando as obras para o leitor.
3. Jelinek é uma das mais importantes escritoras da atualidade, sempre alvo de polêmica, tanto por suas posições políticas pacifistas e de esquerda como por sua obra, e estilo, contestatória.
TRECHOS
DO LIVRO
Se para falar urge escutar a linguagem, o órgão de que Jelinek dispõe para a tarefa é um ouvido musical, treinado desde que era uma “criança prodígio” (pelo menos aos olhos da mãe, que imaginava para ela uma carreira genial na música, negando-lhe uma vida normal, mantendo-a à margem) aprendendo a tocar vários instrumentos, e mais tarde no ilustre Conservatório de Viena onde se formou organista. Eis o que inculcou nela a “compulsão de associação”, gerando textos onde ressonâncias e ritmos têm mais peso que significados, cuja composição se dá por temas e variações, orquestra- ções de vozes e contrapontos, mais que como narrativa (linear ou não).
Esse trabalho linguístico sofisticado e musical, sensível e violento ao mesmo tempo, levou uma colega a ver a premiação como o triunfo do princípio poético sobre o político: “pela primeira vez na história do prêmio Nobel de Literatura” se homenageava “o princípio de vanguarda” ou “de negatividade”, pois a obra de Jelinek responderia “às forças sombrias: ódio, obscenidade, grotesco, monotonia, morte”19. O L’Osservatore Romano, do Vaticano, criticou o prêmio dado a uma “difusora do niilismo absoluto”20. Ora, o engajamento marxista de Jelinek (na vida tanto quanto na obra) já poderia sugerir que sua escrita não é abstrata ou apartada da realidade. Porém, nela a politização parte de duas problematizações: primeiro, não abafar a consciência das limitações de qualquer agência política hoje, sem deixar de se posicionar radicalmente: “sou um tipo de fanática pela justiça e sempre tenho que dar uma voz àqueles que se dão mal”21, diz. Segundo, recusar a noção ingênua (ideológica) de uma realidade acessível diretamente, sem mediações, a despeito da linguagem.
DO LIVRO
Este livro tem como objetivo enfrentar a lacuna que representa mais uma ausência de Elfriede Jelinek: aquela, quase total, tanto nos palcos quanto nos estudos literários e teatrais no Brasil. Dentre os ganhadores do Nobel de Literatura das últimas décadas, provavelmente foi ela a única que, não tendo nenhuma obra traduzida no país, também não foi publicada pouco depois do anúncio do prêmio. Ouvindo falar na autora pela primeira vez, o leitor brasileiro só encontrava o pequeno texto “Paula”, impresso na Folha de S.Paulo, em 11 de outubro de 2004, na tradução de Marcelo Backes (feita antes do anúncio para integrar uma coletânea do “melhor do conto alemão do século XX”). Só em 2011 foi lançado o romance mais popular da autora, A Pianista, seguido do mais difícil, Desejo, em 2013. Permaneceram pouco lidos e discutidos, de modo que Jelinek segue até hoje mais lembrada pela adaptação cinematográfica do primeiro por Michael Haneke (A Professora de Piano, com Isabelle Huppert no papel principal)
{DE ESCANTEIO – discurso do Nobel}
Por favor, querida linguagem, você não quer antes pelo menos uma única vez escutar? Para você aprender alguma coisa, para que você finalmente aprenda as regras de pronúncia… O que é que você tanto grita e resmunga aí do seu canto? Você está fazendo isso, linguagem, para que eu volte a te tomar no meu favor? Eu pensava que você não queria mais voltar para mim de jeito nenhum! Você não deu a entender com nenhum único sinal que você queria voltar para mim, e também não teria sentido, eu não teria entendido os sinais. Você só se tornou linguagem para partir daqui e assim me assegurar a minha parte? Mas nada está seguro. E menos ainda da sua parte, se eu bem te conheço. Eu nem mesmo te reconheço mais. Você quer voltar para mim voluntariamente? Eu não te recebo mais, o que é que você diz agora? Quem partiu partiu. Partir não faz parte. Então se o meu isolamento, se a minha falta constante, meu estar sempre de escanteio viessem pessoalmente buscar de volta a linguagem, para que ela, bem abrigada comigo, finalmente em casa, chegasse a um belo som, que ela pudesse emitir, isso só aconteceria para que ela, com esse som, esse zumbido, esse ganido perfurante de uma sirene que corre pelo ar, me enxotasse ainda mais para escanteio. Com o coice dessa linguagem, que eu mesma criei e que correu de mim (ou eu a criei para esse fim? Para que ela logo corra de mim, pois eu mesma não consegui correr a tempo de mim mesma?), eu sou escorraçada cada vez mais para longe nesse espaço lateral. Minha linguagem já chafurda gostosamente no seu lamaçal, o pequeno túmulo provisório no caminho, e ela olha lá para cima para o túmulo nos ares, ela se contorce de costas, um animal manso que gostaria que as pessoas gostassem dele como toda linguagem correta, ela chafurda, estica as pernas, provavelmente para se deixar acariciar, por que mais seria? Ela é viciada em carinho. Isso a impede de procurar os mortos, para os quais eu, por minha vez, tenho que olhar, então é claro que sobra para mim. Por isso eu não tive tempo de refrear minha linguagem, que agora se espreguiça sem vergonha sob as mãos dos acariciadores. Há simplesmente mortos demais para os quais eu tenho que olhar, esse é um termo técnico austríaco para: dos quais eu tenho que me ocupar, que eu tenho que tratar bem, mas somos mesmo famosos por isso, por sempre tratarmos todos bem.
{Doença ou Mulheres Moderna}
Somos íntimas nossas. Recebemos cartas. Nós com nossas testas humanas. Não somos fáceis. Conhecemos a saída. Compramos algo. Não se deve nos segurar sem necessidade. Uma vez aconteceu algo conosco. Fizemos por merecer? As colunas de toda a cultura desmoronam imperiosas sobre nós. Andar se torna quase um prazer. Pode-se ler em nós, sem pesar no cérebro. Os pensadores só têm um sexo, o da ideia. São cadáveres secos. Não oferecem nada. Ainda temos que ir ao açougue comprar salsicha. Também temos que ser inspecionadas. Bem que poderíamos ser vermes em uma carne! Parasitas. Poucos conseguem tomar uma substância que lhes impeça de morrer. Nós mesmas nos tornamos implausíveis, ora isso, ora aquilo. Temos que ter algum segredo qualquer, que não seja suficientemente esclarecido só pela vida. Só poderíamos cobrir curtas distâncias. Não somos loucas. Colorimos o cabelo e gritamos, ilesas, sobre machucados. Ser genuína não é tudo. Ser alegre requer pouco. Cantando mal assim entramos oficialmente numa grande casa. As pessoas ficam admiradas conosco. Escolhemos gravatas e meias. O que cozinhamos? Nossa atividade se orienta para a suspenção do esquecimento. Vivemos de modo parecido com os órgãos no corpo: fixados em canais e hastes. Mesmo assim é possível ser bonita! Nos destacamos pela pele pálida. Também somos formigas. Muitas e ágeis. Nós, sociedade de insetos! Somos vistas: ousadamente despidas. Somos idiotas na família. Que prazer adicional para você! O que mais queriam era ser nossos criados. Guardiães de nossos segredos. Eles nos comem. Mas nós decidimos o menu. Sopa também. E sobremesa. Eles nos deixam de lado indefesas. Ouvem um quarteto de cordas de quem bem de Mozart naturalmente. Não reconhecemos só de ouvir. Beethoven, por outro lado, lhes revela, é o que acham, o fim. Mas persiste uma diferença em rela- ção à morte de verdade. Tropeçamos. Puxam pelos nossos dedos vivos. A mulher e o corpo pertencem um ao outro inseparavelmente. Onde o corpo vai, a mulher também vai. Em muitos países a mulher pertence ao cotidiano da paisagem urbana. Em muitos países a imagem da mulher pode ser retraçada cotidianamente. O cotidiano da mulher se realiza por inteiro diante da imagem da mulher. Depois da mulher só vem mais cotidiano. Umas mulheres grandes, outras pequenas. Mais. Diante da imagem da mulher até o todo se desbota. As mulheres têm dias. A mulher é o pequeno ao lado de sua imagem. A capacidade da mulher depende do seu tamanho. O tamanho da mulher consiste nessa dependência da natureza. A mulher é natureza. A mulher natural, em virtude de seu suporte interior, representa a mulher que só entra em cena como imagem. Nenhuma mulher apresenta nada. A imagem da mulher é que traz o conteúdo. É a sua deixa, mulher. A natureza é a imagem. A imagem da mulher permanece muito tempo. O interior da natureza se encarna na mulher. O corpo da mulher vai para o interior. O corpo e a mulher vão juntos para a natureza. Nenhuma mulher mais. A natureza as força às imagens. Uma imagem não é toda mulher. A natureza nunca é cotidiana. Vai logo, mulher. A natureza conhece a encosta. A mulher é capaz. Em geral, a natureza continua a existir na mulher. Fora com a imagem. Uma verdadeira encosta é o corpo da mulher. Naturezas encostadas, dependentes, saem da mulher. Vai junto, mulher! O corpo da mulher é mantido colado pela natureza. Dentro é menor. Da rua a imagem é diferente. O universo se tornou paisagem urbana. A mulher é capaz do corporal. Capacidade forma dependências. A mulher serve seu corpo. Por favor, trazer o conteúdo. Natureza conjunta. Nem todo encosto tem que sair. Grande natureza. A imagem precisa ir para o interior. Tamanho do corpo. A mulher precisa sair. Separem o corpo da terra. A realização amanhece. Todos os dias mulheres. Bem grandes. Naturalmente uma imagem do conteúdo. Fora com a mulher. Naturalmente a separação dos corpos. A imagem é vaga. As mulheres levam chutes. A correlação no universo. Natureza de dentro. Dependente de imagens. Nenhum conteúdo na natureza. Corpo na terra. Mulherzinha. Realização da natureza. Países cotidianos. O dia faz a imagem. Entra no interior da mulher, separando. Uma imagem a mulher. Vem, natureza. Fora, mulher.
{País.Nas.Nuvens }
Nós nós nós! Todos esses homens originários como nós, um povo originário, dito simplesmente, o povo, por excelência. Alemães! Alemães! Alemães!
Mas os estrangeiros, que não nos pertencem, barulho esforçado de cidades distantes. Na ramagem se retruca e reme a luz. O chão onde jazemos vacila, um terrível golpe o faz vibrar. Vamos sair! Atrás de nós, outros viajantes, eles seguem nossa lembrança. Não nos custam nem uma lágrima! Resignam-se ser secundários, e derivados. Um apêndice da vida é o que são, que se move por conta própria diante deles, ou ao lado deles, o eco devolvido por um rochedo de uma voz já ela mesma silenciada, eles são, considerados como povo, alheios ao povo originário, e por isso mesmo estranhos e estrangeiros. Não são como nós, não estão em casa aqui em nosso solo e as montanhas não os guardam. A floresta severa não os protege. A tempestade te molha com suas nuvens, ó chão escuro, lugar de repouso, mas o homem te molha com seu sangue. Assim cala, assim repousa, aquele que pergunta por seu igual por todo lado, em vão. Descansa. Onde se expressa o coração, onde repousa enfim? Conosco, no solo estamos em família. Onde se torna realidade aquilo que, dia e noite, há tanto tempo o nosso sonho ardente profetiza? Aqui, onde caem as vítimas em sacrifício, aqui embaixo onde caem sobre nós, aqui, amigos, aqui!
Rechnitz (O Anjo Exterminador)
Ouço os alemães falando alto em toda parte, eles berram a plenos pulmões. Então percebem que ainda há pessoas a uma curta distância deles, e então usam sua fala contra eles como um cortador de grama. Nem uma folha vai ficar de pé depois disso. E também mais ninguém. Não se fala mais nisso. Por que é que ele vem então, o alemão, se gosta tanto da terra dele? Por que é que ele vem e simplesmente fala em toda parte, sobretudo sobre coisas que não são simples, em vez de sussurrar? O alemão é o viajante e falante mais fervoroso que conheço, só para depois poder voltar para a Alemanha. Justamente. Ele viaja e fala por toda a vida. Viaja e fala pela própria vida. Mas, quando vem, é melhor estarmos em outro lugar. Senão vai voltar com essa história de guerra para cima de nós. Foi assim com todos os outros. Então, quando está aí, o alemão, devemos estar lá, lá onde não seja esse aí, mas isso só vale durante o período do perigo, é o que quer a consciência alemã, essa consciência pesada. Se a virem, não tentem segurar, senão acabam se quebrando e não dá para se curar, deixem cair, aí todo o resto dele também quebra!
SUMARIO
Cronologia
A Artista Está Ausente!
De Escanteio (Discurso do Nobel)
1. Problema de Gêneros
Doença ou Mulheres Modernas
Faust(a)(Não Tá): Drama Secundário ao “Fausto Zero”
2. Nós do Discurso
País.nas.Nuvens
As Implicantes
3. O Grande Teatro do Fim do Mundo
Rechnitz (O Anjo Exterminador)
Sem Luz
A Autora Está Morta –Viva A Autora!
Agradecimentos
FICHA TÉCNICA
Artur Sartori Kon (organização, apresentações, tradução e notas)
Coleção Textos
Assunto Teatro
Impresso em brochura
12,5 x 21 cm
480 páginas
ISBN 978-65-5505-238-1
Lançamento 27 abr
EBOOK
ISBN 978-65-5505-239-8
1 x de R$124,90 sem juros | Total R$124,90 | |
2 x de R$65,73 | Total R$131,47 | |
3 x de R$44,57 | Total R$133,72 | |
4 x de R$33,99 | Total R$135,98 | |
5 x de R$27,66 | Total R$138,28 | |
6 x de R$23,43 | Total R$140,59 |