DEPOIS DO 7 DE OUTUBRO
Lia Vainer Schucman e Breno Isaac Benedykt (orgs.)
Artigos de:
Alexandre Leone
Andre Vaillant (michael lowy)
Benjamin Seroussi
Betty B. Fuks
Breno Benedykt
Charles Kirschbaum
Christian Dunker
Daniel Douek
Daniel Feldmann
Daniel Golovaty
Giselle Beiguelman
Ilana Feldman
João Koatz Miragaya
Lia Vainer Schucman
Marcos Barreira
Márcio Seligmann-Silva
Matheus Alexandre (michael lowy)
Michael Löwy
Natalia Timerman
Peter Pál Pelbart
Roney Cytrynowicz
Apresentação: Sergio Kon
DESCRIÇÃO CURTA
Longe de Gaza, cruzando o oceano, um grupo de autores brasileiros repensa a questão judaica e o contexto do conflito israelo-palestino no Brasil de hoje à luz da internacionalização da disputa no campo político-ideológico. O livro discute identidade, pertencimento, dissonâncias políticas, antissemitismo, sionismo e antissionismo e história.
SINOPSE
O livro se estrutura em cinco blocos de discussão correlacionados, com seus tópicos se entrelaçando em camadas num todo diverso e heterogêneo. No primeiro bloco, os autores partem de um plano geral e íntimo ao mesmo tempo, como agentes e expectadores de uma história que se desenrola no hoje, pondo a comunidade brasileira em perspectiva e analisando o conflito no Oriente Médio a partir dos grandes movimentos das populações judias e palestinas. O segundo bloco traz o plano psíquico da análise da subjetividade das forças em ação. No terceiro, a intimidade toma o primeiro plano, por meio do desejo de convivência e convergência. No quarto bloco, o conflito e suas consequências são abordados filosófica e politicamente, com foco na questão dos fascismos e das dominações. No quinto, por fim, se discute o recrudescimento do antissemitismo e suas várias formas de manifestação e o fenômeno do antissionismo.
QUARTA-CAPA
Entre o espanto e a perplexidade, a guerra iniciada com a invasão das forças do Hamas em território israelense ativou uma escalada inominável de violências, massacres e crimes de guerra. Demonstrou que a perversidade está em todos os lugares, em todos os lados, e que limites éticos e humanitários não são exatamente a régua moral de nosso tempo. Depois do 7 de Outubro, vinte autoras e autores (re)pensam a questão judaica contemporânea, suas subjetividades e identidades, o contexto histórico e de Gaza, o antissemitismo e a questão do sionismo, a partir do mais recente e mortífero embate envolvendo israelenses e palestinos. O resultado é um caleidoscópio de visões diversas e abrangentes, de muitos dissensos e um consenso, o do desejo de ver a região e os espíritos pacificados, convivendo de forma plena e justa.
A QUESTÃO JUDAICA CONTEMPORÂNEA
Esta coletânea propõe uma contextualização crítica e uma análise situada das múltiplas configurações identitárias, políticas e simbólicas da questão judaica contemporânea, considerando os desdobramentos do ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 a Israel e a subsequente resposta militar israelense em Gaza.
CONTRIBUIÇÃO DA OBRA
1. Um olhar panorâmico e nacional sobre o conflito mais violento do Oriente Médio das últimas décadas, por autores judeus das mais diferentes formações culturais.
2. A questão judaica trazida com profundidade em suas várias camadas.
3. A disputa pelo direito a autodeterminação, seus entraves e seus limites.
4. O aparelhamento político de eventos simbólicos e suas consequências.
PÚBLICO-ALVO
Público geral.
PALAVRAS-CHAVE
Identidade; judaísmo; Oriente Médio; Gaza; Israel; Oriente Médio, sionismo; antissionismo; antissemitismo; filossemitismo; subjetividade; racismo; racialização; estado-nação; guerra; paz; genocídio; massacre.
TRECHOS
Sergio Kon
É um livro-dor que recusa a anestesia. Um livro que nasce da ferida aberta e da recusa em naturalizar o insuportável. São ensaios escritos por pessoas que, à margem de discursos oficiais e de institucionalidades fechadas, rejeitam políticas genocidárias em qualquer lugar onde a vida seja tornada descartável. E, ao fazê-lo, afirmam, com força ética, que nenhuma existência pode ser reduzida à ruína.
João Miragaya
O sionismo não falhou em sua essência, ele cumpriu, ao menos em parte, seus dois principais objetivos: 1. o de normalizar o cidadão judeu moderno e autodeterminado em seu território; 2. o de assegurar-lhe um território, um exército e um aparato estatal, após séculos de marginalização e perseguição. Mas esse sucesso, ao se realizar sem a integração política e moral da população árabe-palestina, acabou por corroer sua própria promessa ética de normalização nacional.
Alexandre Leone
A dialética entre a memória da Schoá e o orgulho nacional israelense manifesta-se, de forma aguda, na contradição entre os fundamentos éticos universais, que emergem da catástrofe e da tradição judaica milenar, e o fechamento particularista de certos discursos que fundem nacionalismo étnico com uma religiosidade messiânica, especialmente entre os colonos na Cisjordânia. Por um lado, o genocídio foi perpetrado pelos nazistas e seus colaboradores fascistas – expressão extrema da supremacia branca europeia. Por outro, setores da extrema direita israelense, particularmente os grupos nacionalistas-religiosos, alinham-se hoje a forças políticas globais que compartilham da mesma matriz autoritária, racista e xenófoba. Essa aliança paradoxal evidencia uma fratura dolorosa entre o chamado ético da memória – que convoca à responsabilidade moral diante do sofrimento alheio – e sua instrumentalização política, usada para justificar práticas de exclusão, militarização e ocupação. Trata-se, em última instância, do embate entre uma visão do humano como horizonte comum e a lógica do pertencimento fechado e exclusivo.
Peter Pál Pelbart
Nur Elassy é uma jovem jornalista e poetisa de Gaza de 22 anos, que escreveu: “Israel conseguiu – sim, digo isso com dor e sinceridade – sua estratégia diabólicade expulsão forçada. Não com caminhões e fronteiras, mas com trauma. Tornando Gaza inviável.” Ou seja, sua arma é o desespero.
Sim, devemos chorar pelos famintos e mortos de Gaza. Logo mais, as vítimas de lá terão superado as de Hiroshima. Especialistas calculam que algo em torno de 5% da população de Gaza terá sido exterminada. Se projetarmos essa cifra para a escala de um Brasil, equivaleria a 10 milhões de pessoas! Isso extrapola em muito a nossa capacidade de imaginar a magnitude do que está em jogo.
Nós, judeus, não somos mais as vítimas – fomos catapultados ao papel de algozes. E agora? Teremos que elaborar esse acontecimento tremendo – e isso vai levar anos, ou décadas, ou séculos. Será que algum dia conseguiremos desertar tanto a figura da vítima quanto a do algoz, em favor de outra coisa? Isso implicaria redesenhar inteiramente a psique judaica, supondo-se que ela existe. Talvez hoje ser judeu signifique estar à altura dessa tarefa, que é ética, política, filosófica, afetiva, existencial.
SUMÁRIO
Apresentação [Sergio Kon]
1. “Eu Não Sei em que Mundo me Encontro”: Crônica de um Não Entendimento [Ilana Feldman]
i
2. A Questão Judaica Depois do 7 de Outubro: Trauma, Violência e a Crise do Projeto Sionista [João Koatz Miragaya]
3. A Crise da Solução Estatal: Quatro Teses Sobre as Metamorfoses do Conflito no Oriente Médio [Marcos Barreira]
4. Imigração e Presença Judaica no Brasil no Século XX: Padrões e Rupturas Após o 7 de Outubro [Roney Cytrynowicz]
ii
5. Por Que a Paz? A Paralaxe Entre Israel e Palestina [Christian Dunker]
6. Exílios, Morada: Judaicidade e Judeidade [Betty B. Fuks]
7. Racialização Sem Cor: O Lugar do Judeu no Debate Racial Brasileiro [Lia Vainer Schucman e Daniel Douek]
iii
8. Condição Judaica: Entre o Eclipse e a Utopia [Alexandre Leone]
9. Entre o Futuro e o Passado [Natalia Timerman]
10. Ódio do Bem [Giselle Beiguelman]
iv
11. As Próteses de Origem de um Judeu na Era dos Neofascismos [Márcio Seligmann-Silva]
12. Sionismo, Antissionismo, Antissemitismo e a Esquerda [Michael Löwy]
13. Ser Judeu em Tempos de Nakba [Peter Pál Pelbart]
14. Não Sou Seu Judeu: ou Como Dirigir uma Instituição Judaica Depois do 7 de Outubro [Benjamin Seroussi]
v
15. A Questão Judaica, a Crise das Categorias e de Pertencimento Após o 7 de Outubro [Breno Isaac Benedykt e Charles Kirschbaum]
16. O Antissemitismo de Esquerda: Entre Anticapitalismo Fetichista e Revolta Antimoderna [Daniel Golovaty]
17. Falsos Ídolos: Algo Sobre as Bases Comuns do Antissemitismo e do Filossemitismo [Daniel Feldmann]
Sobre os Autores
ALEXANDRE LEONE
mestre em Língua Hebraica, bacharel em Ciências Sociais, doutor em Filosofia e em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica com pós-doutorado em Filosofia pela FFLCH-USP e pesquisador colaborador no Depto. de Letras Orientais e no Centro de Estudos Judaicos. É Master of Arts (Jewish Philosophy) pelo JTS. Ordenado pelo The Jewish Theological Seminary of America (JTS) é rabino na Associação Beit Midrash Massoret. É professor do Instituto Universitário Isaac Abarbanel (Iuia) de Buenos Aires da USP. Estuda o pensamento judaico medieval e moderno, em especial Maimônides, Hasdai Crescas, Abraham Joshua Heschel e Emmanuel Levinas.
ANDRÉ VAILLANT
arquiteto urbanista pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC/ MG) e mestre do Núcleo de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
BENJAMIN SEROUSSI
curador, editor e gestor cultural. Atualmente trabalha como diretor artístico da Casa do Povo. É mestre em Sociologia pela École Normale Supérieure e École de Hautes Études en Sciences Sociales e em Gestão Cultural pela Sciences-Po Paris. Foi diretor artístico do Centro da Cultura Judaica (2009 a 2012); curador associado da 31ª Bienal de São Paulo, Como (…) de Coisas Que Não Existem (2013 a 2014); curador-chefe da Vila Itororó: Canteiro Aberto (2014 a 2017);coordenador regional de COINCIDÊNCIA, programa de intercâmbio para a América do Sul da Pro Helvetia (2017 a 2019).
BETTY B. FUKS
doutora em Comunicação e Culturapela UFRJ, psicanalista e professora do PPG em Psicanálise, Saúde e Sociedade da Universidade Veiga de Almeida. Editora da revista on-line Trivium: Estudos Interdisciplinares e autora de A Vocação do Exílio: Freud, Psicanálise e Judeidade (Zahar, 2025); O Homem Moisés e o Monoteísmo de Sigmund Freud (Civilização Brasileira, 2014) e Freud e a Cultura (Zahar, 2003); Freud y la judeidad: la vocación del exilio (Siglo XXI, 2005); Freud and the Invention of Jewishness (Agincourt, 2008); Freud et la Judéité: La Vocation d’éxilié (Cécil Default, 2018).
BRENO ISAAC BENEDYKT
é pós-doutorando no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo, com sanduíche na Universidade Paris X). É mestre em Educação pela USP, com bacharelado e licenciatura em Filosofia, bem como licenciatura plena em Pedagogia. Em 2024, obteve bolsa de pesquisa da Association des Centres Culturels de Rencontre (ACCR) para o estudo dos arquivos de Jacques Derrida no Institut Mémoires de l’édition contemporaine (IMEC). Tradutor, é curador com Lia V. Schucman e coordenador da coleção A Questão Judaica Contemporânea (Perspectiva/ IBI, 2025-2026).
CHARLES KIRSCHBAUM
mestre em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (2005) e doutor em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas – SP (2006). Tem pós-doutorado na Universidade Columbia em Sociologia Econômica (2011). Professor associado do Insper, onde desempenha o papel de coordenador acadêmico do Observatório de Inovação e Empreendedorismo. É coordenador da Divisão de Estudos Organizacionais da Semead e editor associado da Revista de Administração de Empresas (RAE).
CHRISTIAN DUNKER
psicanalista, professor titular do Instituto de Psicologia, coordenador do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise (Latesfip), Analista Membro do Fórum do Campo Lacaniano, doutor e livre docente, todos pela USP, com pós--doutorado pela Universidade Manchester Metropolitan, youtuber (Falando Nisso) e articulista da UOL-TILT. Autor de Estrutura e Constituição da Clínica Psicanalítica (Annablume, 2012) e Mal-Estar, Sofrimento e Sintoma (Boitempo, , 2015), vencedores do Jabuti, e de, entre outros, Autobiografia da Depressão (Paidós, 2020), Lutos Finitos e Infinitos (Paidós, 2023), O Estilo de Lacan (Companhia das Letras, 2025).
DANIEL DOUEK
graduado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo, onde também concluiu o mestrado em Letras no programa de Estudos Judaicos e Árabes; atualmente, cursa o doutorado no programa de Estudos Literários e Culturais. É membro do Conselho Consultivo da Casa do Povo; pesquisador do Centro de Estudos Judaicos da USP; consultor do Festival Literário do Museu Judaico de São Paulo e assessor do Instituto Brasil-Israel.
DANIEL FELDMANN
economista e professor, graduou-se na Universidade de São Paulo (USP), com doutorado em Desenvolvimento Econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pós-doutorado no laboratório Sophiapol na Universidade Paris X – Nanterre. É professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) onde tem lecionado e pesquisado nas áreas de economia brasileira e economia política. Publicou O Médico e o Monstro: Uma Leitura do Progressismo Latino-Americano e Seus Opostos (com Fabio Luis Barbosa dos Santos;
Elefante, 2021).
DANIEL GOLOVATY
é historiador graduado pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e psicanalista. É membro do Paz Agora-BR e pesquisa de forma independente o antissemitismo na esquerda.
GISELLE BEIGUELMAN
artista e professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. É autora de Políticas da Imagem: Vigilância e Resistência na Dadosfera (Ubu, 2021) e Memória da Amnésia: Políticas do Esquecimento (Edições Sesc, 2019), entre outros. Suas obras integram acervos do ZKM (Alemanha), Jewish Museum Berlin, MAC-USP e Pinacoteca de São Paulo, entre outros. É coordenadora do Projeto Temático Fapesp Acervos Digitais e Pesquisa: Arte, Arquitetura e Design.
ILANA FELDMAN
professora da Escola de Comunicação e do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da UFRJ, onde coordena a pesquisa “Poéticas do Testemunho e Políticas da Imaginação na Paisagem Cultural Contemporânea”. Tem pós-doutorado em Meios e Processos Audiovisuais (USP) e pós-doutorado em Teoria Literária (UNICAMP). É doutora em Comunicação pela ECA-USP com estágio de pesquisa em Estética na Universidade Paris 8. Foi curadora do Museu Judaico de São Paulo e do Memorial Judaico do Museu Vassouras. É organizadora do livro O cinema em A Paixão Segundo G.H. (Ateliê, 2025).
JOÃO KOATZ MIRAGAYA
bacharel e licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense, mestre em História Geral pela Universidade de Tel-Aviv. Foi pesquisador do Museu Judaico do Rio de Janeiro e coordenador educacional do HaMachon LeMadrichei Chul, em Jerusalém, diretor de programas do Habonim Dror Mundial, autor, criador e editor da extinta plataforma Conexão Israel. Coapresenta com Marcos Gorinstein o podcast Do Lado Esquerdo do Muro, e é assessor do Instituto Brasil Israel.
LIA VAINER SCHUCMAN
é pesquisadora com foco em relações raciais, racismo e identidade. Tem doutorado em Psicologia Social e é professora na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Seu trabalho é amplamente reconhecido por abordar o racismo a partir da perspectiva da branquitude. Schucman é autora de Entre o Encardido, o Branco e o Branquíssimo e Famílias Inter-Raciais: Tensões Entre Cor e Amor (ambos pela Editora Fósforo).
MARCOS BARREIRA
graduado em Geografia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2003), mestrado e doutorado em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2009).
MÁRCIO SELIGMANN-SILVA
doutor pela Universidade Livre de Berlim, pós-doutor pela Universidade Yale e professor titular de Teoria Literária na Unicamp. É autor de Ler o Livro do Mundo (Iluminuras [1999], 2020, vencedor do Prêmio Mario de Andrade de Ensaio Literário da Biblioteca Nacional em 2000), O Local da Diferença (Editora 34 [2005] 2018, vencedor do Prêmio Jabuti), A Virada Testemunhal e Decolonial do Saber Histórico (Ed. da Unicamp, 2022), Passagem Para o Outro Como Tarefa. Tradução, Testemunho e Pós-Colonialidade (Ed. da UFRJ, 2022) e Walter Benjamin e a Guerra de Imagens (Perspectiva, 2023).
MATHEUS ALEXANDRE
é cientista social, mestre e doutorando em Sociologia pelo Programa de Pós--Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Ceará (PPGS/UFC).
MICHAEL LÖWY
é sociólogo e filósofo, professor emérito do CNRS (Centre National de la Recherche Scientifique). Reconhecido por suas contribuições ao marxismo, ao ecossocialismo e à teoria crítica, é autor de uma vasta obra que explora temas como o pensamento utópico, a teologia da libertação e a ecologia política, entre elas, Redenção e Utopia (2020), Romantismo e Messianismo (2012) e Judeus Heterodoxos (2012) pela Perspectiva. Suas pesquisas destacam-se pela análise interdisciplinar e abrangem desde a obra de Karl Marx até Rosa Luxemburgo e Walter Benjamin. É ativista comprometido com a justiça social e ambiental.
NATALIA TIMERMAN
graduada em Medicina (2005) e Residência Médica em Psiquiatria (2008) pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é mestre em Psicologia Clínica (2014) pelo Instituto de Psicologia da USP e doutora em Literatura (2026) pelo Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da FFLCH-USP. Fez a Formação de Escritores pelo Instituto Vera Cruz (2017). É autora de Rachaduras (Quelônio, finalista do prêmio Jabuti), Copo Vazio (2021), As Pequenas Chances (2023) e Desterros (reed. 2025), pela Todavia, e Antes Que Apague (Companhia das Letras, 2026).
PETER PÁL PELBART
graduado em Filosofia pela Sorbonne (Paris IV, 1983) e doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1996), é professor titular da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Autor de várias obras, como O Tempo Não-Reconciliado (Perspectiva, 1998), Vida Capital: Ensaios de Biopolítica (Iluminuras, 2003), O Avesso do Niilismo: Cartografias do Esgotamento (2013), Ensaios do Assombro (2019) e O Judeu Pós-Judeu: Judaicidade e Etnocentrismo (com Bentzi Laor, 2024), pela n-1 Edições da qual é um dos editores. Integra e é um dos fundadores da Companhia Teatral Ueinzz.
RONEY CYTRYNOWICZ
é historiador, doutor em história pela USP, autor, entre outros, de Guerra sem guerra. A mobilização e o cotidiano em São Paulo Durante a Segunda Guerra Mundial (Edusp); Memória da Barbárie. A história do genocídio dos judeus na Segunda Guerra Mundial (Edusp); Uma História do Trabalho Social da Comunidade Judaica em São Paulo: Unibes 85 anos (Narrativa Um) e Retratos da Infância na Imigração Japonesa ao Brasil (Narrativa Um). Foi diretor de acervo documental do Arquivo Histórico Judaico Brasileiro e dirige a Narrativa Um - Projetos e Pesquisas de História (www.narrativaum.com.br).
SERGIO KON
é graduado em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo, artista gráfico e editor da editora Perspectiva.
FICHA TÉCNICA
Coleção A Questão Judaica Contemporânea
Judaísmo/Antissemitismo/Política/História
IMPRESSO
brochura
12,5 x 20,5 cm
400 páginas
ISBN 978-65-5505-292-3
lombada 2 cm
peso 394 g
EBOOK
ISBN 978-65-5505-293-0
Lançamento 25 jun
| 1 x de R$99,00 sem juros | Total R$99,00 |
